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INFORMAÇÃO PRT 29.662.701/2023 – As
08:20:39, de 6 de agosto de 2023.
PROGRAMA DA PÓS-GRADUAÇÃO
DISCIPLINA APLICADA NOS PROGRAMAS
DAS ESPECIALIZAÇÕES: HEMATOLOGIA. BIOLOGIA MOLECULAR. PSICANÁLISE.
NEUROCIÊNCIA. PSICOPEDAGOGIA. SAÚDE MENTAL. PSICOPATOLOGIA.
NÍVEL: ESPECIALIZAÇÃO –
PÓS-GRADUAÇÃO.
Atividade Complementar: Professor
CÉSAR AUGUSTO VENANCIO DA SILVA – Especialista – EAD-INESPEC(2023.2.)
CREDENCIAIS DO
DOCENTE/PESQUISADOR/ORIENTADOR:
24BF7FA1-0FFE7DD3-6726A7FE-1D5F7EFC
Biologista -
INFORMAÇÃO
PRT 29.662.701/2023 – As 08:20:39, de 6 de agosto de 2023.
PROGRAMA
DA PÓS-GRADUAÇÃO
DISCIPLINA
APLICADA NOS PROGRAMAS DAS ESPECIALIZAÇÕES: HEMATOLOGIA. BIOLOGIA MOLECULAR.
PSICANÁLISE. NEUROCIÊNCIA. PSICOPEDAGOGIA. SAÚDE MENTAL. PSICOPATOLOGIA.
NÍVEL:
ESPECIALIZAÇÃO – PÓS-GRADUAÇÃO.
Atividade
Complementar: Professor CÉSAR AUGUSTO VENANCIO DA SILVA – Especialista – EAD-INESPEC(2023.2.)
CONSIDERAÇÕES
– JUSTIFICATIVA INTERDISCIPLINAR.
A Língua de Sinais é uma língua viso
espacial e se apresenta em uma modalidade diferente da língua oral, uma vez que
utiliza a visão e o espaço, e não o canal oral- auditivo, ou seja, a fala. A
Língua de Sinais faz uso de movimentos e expressões corporais e faciais que são
percebidos pela visão. A modalidade visual-espacial, utilizada na língua
brasileira de sinais (libras), permite expressar emoções, apelos e sensações.
E, como qualquer outro idioma, ela não é universal e pode variar até entre
grupos da mesma região, dando origem a uma linguagem popular, as gírias.
Atualmente no Brasil existem cerca de
2,3 milhões de pessoas surdas, que se comunicam majoritariamente em Libras.
Apesar da Língua Brasileira de Sinais ser reconhecida por lei no nosso país
desde 2002, ela ainda não está presente em ambientes muito importantes, como as
instituições de ensino. Ou seja, temos várias pessoas surdas que precisam dessa
língua para se comunicar e ter acesso às informações, mas a educação brasileira
não inclui o ensino de Libras na maioria das escolas. Em 2020 recebemos
indicativo de que tal situação vai mudar.
As Instituições de Ensino Superior vem
implementado em suas grades curriculares, em particular na Pós-graduação
ESPECIALIZAÇÃO a disciplina Libra. Nesse
sentido o parlamento nacional recebeu proposta de “projeto de lei para inclui
ensino de Libras como disciplina obrigatória do currículo do ensino
fundamental”. Projeto citado em 17/12/2020. O Projeto de Lei Federal número
3986/2020 inclui o ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como
disciplina obrigatória no currículo do ensino fundamental. “A Língua Brasileira de Sinais é usada por
milhões de brasileiros. De acordo com o IBGE, há mais de dez milhões de pessoas
com alguma deficiência auditiva no Brasil”, afirma a deputada Greyce Elias
(Avante-MG), autora da proposta.
Janeiro é considerado o Dia
Internacional da Educação (24 de janeiro), queremos apoiar a iniciativa das
Faculdades abaixo relacionadas, e juntos vamos entender sobre a importância do
ensino de Libras e quais ações podemos tomar para apoiar essa causa.
O ensino de libras é essencial para que
a gente possa promover a inclusão das pessoas surdas, e de outras que se
comunicam na Língua Brasileira de Sinais.
A Lei Brasileira de Inclusão (LBI) é uma
das principais legislações quando se trata dos direitos das pessoas com
deficiência. Ela possui um capítulo inteiro dedicado à educação, e graças a ele
o MEC (Ministério da Educação) lançou a portaria nº 20, voltada para as
instituições de ensino superior. Essa portaria exige que as faculdades estejam
acessíveis seguindo a legislação em vigor. Sem seguir essa lei, as
universidades não conseguem credenciar ou recredenciar seus cursos.
Mais recentemente, em 2021, foi aprovada
a Lei nº 14.191, que determina uma educação bilíngue para pessoas surdas, tendo
a Libras como primeira língua, e o português escrito como segunda. A proposta é
iniciar esse projeto na educação infantil, mas fazer com que ele siga toda a
jornada educacional do estudante surdo.
Por fim, está tramitando no Senado
Federal hoje o Projeto de Lei nº 5961 de 2019, que busca incluir “nos
currículos do ensino fundamental e do ensino médio, para todos os alunos, sejam
surdos ou ouvintes, conteúdos relativos à Língua Brasileira de Sinais
(Libras)”. A ideia é justamente promover um sistema de educação inclusivo na
prática.
Aprender uma língua significa atribuir
significações ao mundo por meio de uma linguagem, assim sendo, uma criança
surda que vive numa sociedade de maioria ouvinte deve buscar outra linguagem
para comunicação, já que para os ouvintes a fala é o modo hegemônico de
comunicação. Assim, cria-se uma via de mão dupla: os surdos aprendem como a sua
primeira língua a língua de sinais da sua comunidade, logo, a sua segunda língua
será a escrita da língua onde vivem. Por sua vez, os ouvintes têm como primeira
língua a língua falada e escrita pela sua comunidade, já a língua de sinais
pode tornar-se a sua segunda língua, se assim desejarem. E essa coexistência
pode ser saudável para a sociedade.
O ensino de Libras pode ser dividido em
duas categorias: para as pessoas surdas ou para as pessoas ouvintes. Muitas
pessoas surdas nunca aprenderam Libras formalmente. Isso ocorre porque elas
normalmente são as primeiras da família com surdez, então ninguém do seu
entorno tem contato com o idioma. Outras vezes, ocorre por conta do ouvintismo
presente na sociedade, que impede as pessoas surdas de aprenderem a língua de
sinais, e as faz se adaptar à língua falada de seu país. No caso do Brasil, o
português. O ensino focado nas pessoas da própria comunidade surda muitas vezes
é feito direcionado para crianças que não possuem o domínio da língua de
sinais. Dessa forma, as escolas devem se preocupar em criar ambientes propícios
para o aprendizado da Libras em primeiro lugar, e só depois para o ensino do
português. Agora, ensinar Libras para pessoas ouvintes é um outro processo, mas
também muito importante! Vamos falar mais sobre esse tema ao longo deste
artigo. De qualquer forma, o que você já precisa entender é que o foco do
ensino de Libras é promover uma melhor comunicação e acesso à informação para
as pessoas da comunidade surda.
Esta disciplina “Língua Brasileira de
Sinais (Libras)” objetivou trazer discussões sobre essa língua e todos os
aspectos subjetivos que a constitui, como por exemplo os artefatos culturais,
identitários e abordagens educacionais para alunos surdos. Além disso, é
realizado um estudo que traz à luz o sistema linguístico dessa língua visuo-espacial
que constitui a sua cientificidade. Longe de esgotar o tema, o debate sobre os
sujeitos surdos e sua língua, contribui para o desenvolvimento do processo de
construção de ensino e aprendizagem da Libras e, principalmente, colabora para
a prática de todos os profissionais.
O professor indicado para orientar essa
disciplina tem bastante experiência teórica com os conteúdos da DISCIPLINA. Especialista
em Psicanalise, Psicopedagogia e Neurociência, serão responsável por esta
disciplina-curso de ATIVIDADES COMPLEMENTARES.
DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO
ESTUDO TEÓRICO DA LÍNGUA DE SINAIS I
CÓSIGO:
AC29662701-EAD.INESPEC
CARGA HORÁRIA 90
HORAS/AULAS.
CARGA CRÉDITO: 6
CRÉDITOS. USA.
EMENTA:
OBJETIVOS.
(A)
Geral: Compreender o processo histórico da Língua
Brasileira de Sinais, sua estrutura e principais repercussões no campo
linguístico, na cultura surda e educação das pessoas surdas.
(B)
Específicos: Ao final desta Unidade Curricular, o
aluno deve estar preparado para: •
Discutir a mudança conceitual sobre as pessoas surdas ao longo da história; •
Analisar o status atribuído à língua de sinais nas filosofias educacionais para
surdos: oralismo, comunicação total e bilinguismo; • Reconhecer aspectos da
identidade e cultura surda; • Discriminar os aspectos fonológicos e
morfossintáticos da Libras; • Praticar conversação básica conforme léxico
abordado na disciplina.
EMENTA: História da Língua de Sinais.
Concepção sociocultural sobre a surdez e implicações sociais, linguísticas,
legais e culturais. Abordagens educacionais para educação de surdos: oralismo,
comunicação total e bilinguismo. Introdução aos aspectos fonéticos,
morfológicos e sintáticos da Libras.
SUBEMENTA:
1. FUNDAMENTOS
DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS)
2. TERMINOLOGIAS
3. CONCEPÇÕES
DE SURDEZ
4. CULTURA
SURDA
5. IDENTIDADE
SURDA
6. ABORDAGENS
EDUCACIONAIS
7. O
TRADUTOR E INTÉRPRETE DE LÍNGUA DE SINAIS (TILS)
8. TIPOS
DE DISCURSO
9. CÓDIGO
DE ÉTICA
10. O
FUTURO PROFISSIONAL DO TRADUTOR E INTÉRPRETE DE LÍNGUA DE SINAIS
11. LEGISLAÇÃO
INCLUSIVA
12. DOCUMENTAÇÃO
INTERNACIONAL INCLUSIVA
13. LEGISLAÇÃO
INCLUSIVA BRASILEIRA
14. LEGISLAÇÃO
PARA A INCLUSÃO DE SURDOS
15. LEI
LIBRAS: CONQUISTA HISTÓRICA
16. ASPECTOS
LINGUÍSTICOS DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS)
17. ICONICIDADE
E ARBITRARIEDADE
18. VARIAÇÕES
LINGUÍSTICAS
19. FONOLOGIA
DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS
20. MORFOLOGIA
DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS
21. LIBRAS
COMO INSTRUMENTO DE INCLUSÃO SOCIAL
22. CONSIDERAÇÕES
FINAIS
23. BIBLIOGRAFIAS.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICOI.
I
- História da Língua de Sinais e sua evolução aqui no Brasil.
1
– Direitos Humanos e a língua Libra?
2.
Principais fatos históricos sobre as línguas de sinais no mundo e no Brasil;
3.
As comunidades linguísticas de surdos;
3.
Mitos sobre as línguas de sinais.
II.
Filosofias educacionais para a educação de surdos
1.
Oralismo;
2.
Comunicação Total;
3.
Bilinguismo.
III.
O reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais e principais desdobramentos.
1.
Lei 10436/2002 (Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras e dá outras
Providências.);
2.
Decreto 5626/2005 (Regulamenta a Lei 10436/2002).
IV.
A cultura surda.
1.
O Povo Surdo;
2.
Artefatos Culturais do Povo surdo;
3.
A cultura e a Identidade Surda.
V.
Aspectos fonológicos da Língua Brasileira de Sinais.
1.
Os parâmetros fonológicos da Libras;
2.
Pares mínimos;
3.
A estrutura sublexical: simultaneidade e sequencialidade;
VI.
Aspectos morfológicos da Língua Brasileira de Sinais.
1.
A marcação de gênero;
2.
Processos de derivação da Libras;3. Classificação verbal da Libras.
VII.
Aspectos sintáticos da Língua Brasileira de Sinais.
1.
A sintaxe espacial;
2.
Estrutura da frase em Libras: sentenças afirmativas, interrogativas e
negativas.
VIII.
Língua de Sinais (básico).
1.
Alfabeto datilológico; saudações; pronomes; advérbios; números e quantidade;
relações de parentesco; valores monetários; noções de tempo; calendário; meios
de comunicação; tipos de verbos; animais; objetos; classificadores; meios de
transportes; alimentos; profissões, material escolar, adjetivos.
METODOLOGIA
DE ENSINO.
Utilização
de recursos didáticos disponíveis (Quadro branco, Pincéis Coloridos, Projetor multimídia,
computador). Aplicação de trabalhos individuais, apresentação de seminários.
AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO E
APRENDIZAGEM
•
Avaliações escritas;
•
Relatórios de algumas atividades práticas;
•
Trabalhos individuais e em grupo (listas de exercícios, pesquisas, seminários);
•
O processo de avaliação é contínuo e cumulativo;
•
O aluno que não atingir 70% do desempenho esperado fará Avaliação Final.
•
O resultado final será composto do desempenho geral do aluno.
RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS
Projetor
multimídia, notebook, internet, câmera fotográfica, quadro branco, material para
produção de materiais visuais entre outros.
BIBLIOGRAFIA.
REFERÊNCIAS
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Lei 10.436, de 24 de Abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais
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Lei n. 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de
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